André Guilherme Vaz dos Santos, 17, Meio Ambiente“De liberdade e respeito” Tamiris Felix, 17 anos, Gastronomia“Quero que a juventude tenha respeito e conceito”.
Bruna, 17 anos, Gastronomia
“Que exista mais respeito entre os colegas, pois é com o respeito que a gente consegue tudo. Que tenhamos a esperança de um futuro melhor”
Paula Fernanda, 17, Gastronomia“Uma juventude alegre e ativa, com cara de felicidade”.
Roberta, 16, Gastronomia“Igualdade entre todos. Atitude de saber o que quero pro futuro”.
Laís Regina de Jesus, 20, Gastronomia
“Determinação”
Roberta, 16, Gastronomia“Esperança”
Roseane Rodrigues Carvalho, 16, Empreendedorismo
“Que saiam daqui jovens independentes. Que haja jovens com um objetivo de vida claro em mente”
Erica Cristina, 16, Comunicação“Uma galera que corra atrás do que quer. Comprometida com o projeto de vida”
Analisa Fernandes do Nascimento, 15, Comunicação
“Curiosidade, alegria e atitude”
Analisa Fernandes, 15, Comunicação
“Alegre e curiosa”Vivane Faha, 16, Gastronomia“Quero mais ousadia para a juventude”
18/05/2009
Qual é a imagem que você quer que a juventude tenha?
O auditório do Projeto Arrastão ficou pequeno nesta quinta-feira. Olhares atentos para a realização da primeira edição do Fórum da Juventude em 2009. E o tema não poderia ser mais intrigante para os meninos de 15 a 21 anos de idade que fazem parte do Programa de Formação de Jovens. Tudo girou em torno de uma pergunta: qual é a imagem que você quer que a juventude tenha? Para provocar discussão sobre o tema, os educadores prepararam uma série de atividades que deixou o encontro atrativo e interativo; videoclipes e músicas foram usadas para chamar a atenção e levá-los para a roda de conversa. Os jovens também fizeram intervenções em cima do tema do Fórum.
15/05/2009
Juventude
Qual é a sua cara?
Como é a sua cara?
Você tem uma?
Ela é branca?
Preta?
Triste?
Como são seus olhos?
Claros?
Escuros?
Fechados?
Pra qual direção você olha?
Você tem olhos?
E seu nariz?
O que você respira?
É isso o que você quer respirar?
O que diz a sua boca?
Que língua você fala?
Pra quem você fala?
Que música você canta?
Você canta?
Você fala?
A juventude, que cara tem?
Juventude, que cara você faz?
Qual cara quer fazer?
Quer sorrir?
Quer falar?
Como é o futuro que você vê?
Você vê algum futuro?
(Karol Coelho)
14/05/2009
Eu, etiqueta
Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, premência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-lo por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer, principalmente.)
E nisto me comprazo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar,
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo de outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mar artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome noco é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, premência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-lo por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer, principalmente.)
E nisto me comprazo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar,
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo de outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mar artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome noco é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
(Carlos Drummond de Andrade)
Guilherme de Souza
13/05/2009
Se liga aí em mais uma Dica Cultural!
5ª - FEIRA INTERNACIONAL DE ARTE
Este ano, o evento conta com a participação de 70 galerias do Brasil e do exterior. Serão mais de 2 mil obras produzidas desde 1920. A novidade fica por conta das galerias estrangeiras estreantes. O programa cultural SP Arte 2009 contará com palestras que visam debater e refletir sobre a arte – seu processo de criação, produção, exposição e comercialização.

Acontecerá no dia 14/05/2009 até 17/05/2009
Horários: 14/05 e 15/05 das 14h às 22h 16/05 e 17/05 das 12h às 20h
Local: Bienal do IbirapueraEndereço: Av. Pedro Álvares Cabral s/n – Parque do Ibirapuera – Portão 3 - São Paulo
Será gratuito! Programem-se e não percam!
Fonte: http://www.spcvb.com.br/eventos/template-destaques.asp?id=4010&t=2
Horários: 14/05 e 15/05 das 14h às 22h 16/05 e 17/05 das 12h às 20h
Local: Bienal do IbirapueraEndereço: Av. Pedro Álvares Cabral s/n – Parque do Ibirapuera – Portão 3 - São Paulo
Será gratuito! Programem-se e não percam!
Fonte: http://www.spcvb.com.br/eventos/template-destaques.asp?id=4010&t=2
Thaís Felix
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