30/05/2009
Até sábado? Sim, até sábado!
Ai que preguiiiça!
Meu amigo Kenny citou como eram os jovens na época da ditadura em sua última postagem e os jovens se interessavam em lutar pelos seus direitos. Hoje em dia eu encontro jovens que reclamam por ser proibido escutar uma música no seu celular em sala de aula - já vi isso muitas vezes.
Levamos uma vida fácil se compararmos com os jovens que morreram pelos direitos civis e socias nas décadas de 60, 70 e 80. E nossos avós nos chamam de preguiçosos. Eles estão certos?
Eu sei que não quero assistir TV a tarde inteira com preguiça de ir em algum fórum discutir um assunto ao meu respeito.
Por que eu não participo das decisões do mundo? Por que eu preciso participar?
Eu quero ter o direito de reclamar sem ter alguém jogando na minha cara que eu não faço nada pra mudar as coisas. E como terei esse direito? Certamente, não preciso ser uma ambientalista mestre, nem presidente do Grêmio Estudantil. Pra ter esse direito, eu preciso apenas falar e me juntar aos outros que falam. Com certeza vão nos escutar. Isso já fará grande diferença. Porque se eu ficar calada, servirá pra mim aquele ditado: "Quem cala, consente."
Então, PARA DE PREGUIÇA! Nós, jovens, temos o mundo em nossas mãos!
28/05/2009
Ônibus de graça?!
Estava eu em casa após um dia agitado no Projeto Arrastão pensando o que eu poderia oferecer ao blog em termos de conteúdo, já que essa seria a minha primeira postagem. Daí que surgiu a idéia: se o blog é feito por jovens com um conteúdo jovem, então porque não fazer uma matéria com um assunto que os interessem? Porém é uma idéia meio que batida falar pros jovens coisas de jovem. Fiquei em frente ao meu computador matutando a cabeça pensando no que escrever. Quando surgiu um espírito nostálgico de mudança que a juventude tinha antigamente na época da ditadura, Diretas Já e outros movimentos estudantis, e percebi que entre nós está faltando esse espírito de mudança e organização. Nós jovens esquecemos que temos o poder de mudar o mundo (não generalizando) e por coincidência estava tendo um bate papo pelo MSN com a Erica, 18 anos, técnica em Museologia e militante do MPL (Movimento Passe Livre). Um movimento social horizontal, apartidário, que luta por um transporte público gratuito e de qualidade. Mais do que isso, o movimento discute a questão da cidade como direito. Então pergunta vai e pergunta vem, e o nosso bate-papo resultou em uma entrevista muito esclarecedora, que posto agora no “NossaMaré”.
(Kenny Rogers) O que seriam as questões da cidade que o MPL defende?
(Erica O.) Bom, nós acreditamos que se o individuo para se locomover pela cidade e para ter acesso ao direito (como saúde, educação, lazer, cultura), ele precisa pagar R$2,30 ele está restrito. Pois grande parte da população não tem condições de pagar o transporte, e, além disso, acreditamos que o transporte deve ser entendido como direito, assim como ir ao hospital. Além disso, tem a ver com a noção de público: se o transporte é mesmo público, por que pagamos ao entrar nele? No entanto, não se trata apenas de uma questão de transporte de graça! O transporte não é de graça! Mesmo que não haja tarifa, o transporte tem um custo só que esse custo não precisa ser cobrado diretamente dos usuários. Existem alternativas.
(Kenny Rogers) Se o custo não vier dos usuários como é que seriam financiados esses custos? Quais são essas alternativas?
(Erica O.) Nós temos uma proposta, acreditamos que todos devem construir a cidade em que vivem e decidir sobre as questões desta. A nossa idéia é a seguinte: nós acreditamos que o transporte pode ser pago através de impostos progressivos. O que isso quer dizer? Quer dizer que, quem tem mais paga mais, quem tem menos paga menos e quem não tem não paga. Tudo isso através de um aumento de IPTU progressivo, o transporte pode ser pago através do aumento do IPVA. Claro, progressivamente. A partir daí o transporte pode existir sem tarifa para o usuário. A idéia é que o passe livre seja para todos.
(Kenny Rogers) O dinheiro que o usuário gastaria para custear a sua condução ele gastará em impostos?
(Erica O.) Não, porque o imposto é progressivo. Todos nós pagamos impostos, no entanto, esse aumento de imposto afeta apenas as camadas médias e altas e o IPTU não é igual pra todos. Existem muitas pessoas que são isentas. Não é a população pobre quem paga por esse aumento; são shoppings, bancos, empresas e indústrias. São eles que devem custear o transporte as pessoas das camadas mais baixas não seriam afetadas muito pelo contrário.
(Kenny Rogers) Então, com aumento dos impostos das indústrias, shoppings, empresas e etc., será possível financiar todo o transporte público?
(Erica O.) Seria. E quando você rompe com a catraca, quando você deixa de restringir o direito de ir e vir das pessoas, elas passam a ter direito a outros direitos.
(Kenny Rogers) Como o MPL mobiliza a população para difundir os seus ideais?
(Erica O.) O movimento faz trabalhos em escolas, comunidades e ações diretas. Os trabalhos em escolas e comunidades consistem em atividades, muitas vezes com vídeos, que discutam a questão do transporte. As ações diretas podem ser atos; como o catracaços.
(Kenny Rogers) Dentro do movimento você seria uma militante ou tem uma outra nomenclatura?
(Erica O.) Sim somos todos militantes. No movimento não há líderes. As discussões são feitas de igual pra igual.
(Kenny Rogers) Como que um jovem que esteja interessado em participar das discussões,atividades ou queira conhecer mais sobre o MPL pode se informar sobre o que está acontecendo?
(Erica O.) Nós estamos construindo um site, mas a pessoa pode mandar um e-mail para mpl-sp@riseup.net e ai nós fazemos reuniões sempre para discutir as nossas atividades. Qualquer um pode entrar em contato com o movimento, conversar e tal, pode participar.
(Kenny Rogers) Essa entrevista será postada em um blog onde muitos jovens têm acesso. Qual mensagem que você gostaria de deixar para os jovens de hoje em dia?
(Erica O.) Bem, não acho que seja uma mensagem. Acho que as pessoas podem sim discutir os assuntos da cidade. Podem sim decidir sobre a organização da cidade e que nós podemos ter um transporte mais justo e qualificado, que a ausência de tarifa significa liberdade de locomoção. Porém, mais do que isso, é um rompimento de paradigmas é pensar no que é público hoje em dia por que temos ai o transporte nas mãos de empresas, que como qualquer empresa procura seu lucro e pronto. E faz de um direito uma mercadoria. Acho que nós podemos sim romper com isso não importa se as pessoas se organizem conosco ou não o que importa e se organizarem. A gente não quer que as pessoas entrem necessariamente pro MPL, mas que a questão esteja posta. É isso.
Para entrar em contato com Erica: ericaa@riseup.net
POEMA :CONTOS DA VIDA
40% da população implora por uma noite bem dormida. Pois é: acredite-se quiser, faço parte desta parcela. Sabe aquelas noite que você vira pra um lado e pro outro e nada do sono chega? [E horrível! E quando acorda vê que já amanheceu o dia e mais uma noite que poderia ter sido agradável, se foi.
E o seu dia então nem se fala! Fica parecendo que você andou trocando a noite pelo dia; pior de tudo é que você tem que fazer fica sem nexo, sem inspiração...
É assim que me encontro hoje e por isso a unica saída que encontrei foi postar um poema antigaço que encontrei no meio de minha bagunça. Ele é meu.
Contra o vento
caminhávamos juntos
sem medo da injustiça
sem medo de errar
Fomos longe
onde nunca ninguém chegou
mas nos enganamos
ao pensar
Que poderíamos seguir
com a espada em nossos corações
mas isso foi o que nos fez...
Hoje somos o
alcool e o fogo
hoje somos a
luz e a escuridão
Hoje somos os
pecadores banhado em sangue
hoje somos aqueles que morreu
ao viver da solidão
Hoje somos aqueles
que surgiu entre as cinzas
para contar nossa história
nossa união
Entre as desgraças que nos aconteceu
uma delas me marcou
quando encontrei seu corpo,atravessado a uma âncora
Mas isso é o que nos fez nos tornar
o que somos...
Hoje somos
o ódio e o perdão
hoje somos
o ectasy e a clinica de reabilitação
hoje somos a dor e o amor da fúria de um coração
hoje somos aqueles,
aqueles que um dia foi atingido
por uma bala perdida
pela a mentira da vida
Somos aqueles que nos encontramos ao fogo
para derretermos nossos corações de aço
Somos aqueles,
somos aqueles
apesar de tudo
somos aqueles...
Que presenciou segundos de dor
e morreu de amor.
27/05/2009
Parada Gay 2009
O evento acontecerá no dia 14/06/2009.
A partir das 12h.
E você, já participou de alguma dessas festas?Se ainda não, o ano de 2009 pode ser uma boa oportunidade...!

Thaís Felix
26/05/2009
Maré Alta recebe meninos do Espaço Criança Esperança
Oi, pessoal !Estou de volta agora trazendo para vocês uma entrevista com o diretor do curta “Quanto vale seu sonho”, Kenny Rogers que agora faz parte do Núcleo de Comunicação Maré Alta. Nessa entrevista ele conta uma pouco pra gente como foi produzir o seu primeiro curta metragem em vídeo. Pra quem não viu o vídeo vou deixar postado o link. Espero que vocês gostem da entrevista e do vídeo. Até mais, “falow”.
Postado por Renan Andrews
22/05/2009
A segunda desistência dos adultos na educação
O que fazem com que eles desistam pela segunda vez? São ainda as mesmas condições? Se são, por que elas não mudam se hoje o mercado de trabalho exige cada vez mais a conclusão de ensino médio dos adultos?
Se você ficou curioso não perca a matéria a seguir retirada do UOL. Afinal, este é um assunto que engloba toda a nossa sociedade.
Quatro em cada dez adultos que retomam os estudos abandonam seus cursos
Simone Harnik
Em São Paulo
Concluir os estudos de ensino fundamental e médio parece uma tarefa árdua para os jovens e adultos que não fizeram as aulas na idade ideal: quatro em cada dez abandonam cursos de EJA (Educação de Jovens e Adultos).
É isso que mostra uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): 42,7% dos adultos que procuraram a EJA até 2007 largaram os estudos - o que corresponde a mais de 3,4 milhões de pessoas.
# Mais de 80% estão preocupados com trabalho
# Educação de jovens e adultos é mais frequente entre mais pobres
# IBGE: informática é o curso profissional mais procurado
# Nordeste tem jovens e adultos com escolaridade mais baixa
As informações são de um suplemento da Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgado nesta sexta-feira (22). Na Pnad 2007, a mais recente pesquisa publicada pelo IBGE, foram pesquisadas 399.964 pessoas em 147.851 residências, distribuídas por todo o país.
O estudo mostra que, das pessoas que saíram da educação de jovens e adultos, apenas 4,3% conseguiram concluir a primeira parte do ensino fundamental (1ª a 4ª série); 15,1% terminaram o segundo ciclo do ensino fundamental (de 5ª a 8ª série); e 37,9% finalizaram o ensino médio.
Motivos do abandono
O principal motivo para o abandono do curso para a maioria dos entrevistados foi a dificuldade de encaixar o horário das aulas com o horário de trabalho (ou de procurar trabalho). Ao todo, 27,9% das pessoas pesquisadas alegaram esta causa. Em segundo lugar, com 15,6% das respostas, aparece a falta de interesse em fazer o curso.
19/05/2009
18/05/2009
VOCÊ SABE A ORIGEM DO DIA 18 ?
E aí, qual é a imagem que você quer que a juventude tenha?
Bruna, 17 anos, Gastronomia
“Que exista mais respeito entre os colegas, pois é com o respeito que a gente consegue tudo. Que tenhamos a esperança de um futuro melhor”
Paula Fernanda, 17, Gastronomia“Uma juventude alegre e ativa, com cara de felicidade”.
Roberta, 16, Gastronomia“Igualdade entre todos. Atitude de saber o que quero pro futuro”.
Laís Regina de Jesus, 20, Gastronomia
“Determinação”
Roberta, 16, Gastronomia“Esperança”
Roseane Rodrigues Carvalho, 16, Empreendedorismo
“Que saiam daqui jovens independentes. Que haja jovens com um objetivo de vida claro em mente”
Erica Cristina, 16, Comunicação“Uma galera que corra atrás do que quer. Comprometida com o projeto de vida”
Analisa Fernandes do Nascimento, 15, Comunicação
“Curiosidade, alegria e atitude”
Analisa Fernandes, 15, Comunicação
“Alegre e curiosa”Vivane Faha, 16, Gastronomia“Quero mais ousadia para a juventude”
Qual é a imagem que você quer que a juventude tenha?
15/05/2009
Juventude
A juventude, que cara tem?
14/05/2009
Eu, etiqueta
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, premência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-lo por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer, principalmente.)
E nisto me comprazo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar,
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo de outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mar artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome noco é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
(Carlos Drummond de Andrade)

Guilherme de Souza
13/05/2009
Se liga aí em mais uma Dica Cultural!

Horários: 14/05 e 15/05 das 14h às 22h 16/05 e 17/05 das 12h às 20h
Local: Bienal do IbirapueraEndereço: Av. Pedro Álvares Cabral s/n – Parque do Ibirapuera – Portão 3 - São Paulo
Será gratuito! Programem-se e não percam!
Fonte: http://www.spcvb.com.br/eventos/template-destaques.asp?id=4010&t=2
12/05/2009
Rádio: Confira as novas vinhetas infantis
Locução: Danni Loronha
Edição e finalização: Guilherme de Souza
Video - Quanto vale seu sonho
Produzido pelo jovem diretor Kenny Rogers, sob orientação de Daniel Fagundes. Veja a sinopse que foi publicada pelo FALAZINE, fanzine produzido na oficina de Jornalismo do Maré Alta.
É um vídeo que gera uma reflexão sobre o que realmente sonhamos, o que queremos e como lidamos com os nossos sonhos
Duração: 3 minutos e 9 segundos
07/05/2009
Relembrar é viver...
06/05/2009
Eles cantam "You are so beautiful"
Ficou curioso? Dê uma espiada no vídeo... mas cuidado pra não gamar, porque eles estão com o romantismo a flor da pele.
ps: este vídeo foi produzido usando uma máquina fotográfica. Não espere sua câmera profissional cair do Céu. Use sua máquina.
04/05/2009
Oficina de Comunicação e Expressão
Jovens aprendem o poder de comunicação do corpo através da cosciência corporal
A surpresa dessa vez é que dentro da oficina, será implantado o projeto "Plantando Teatro", que terá como finalização uma peça teatral com o tema sobre juventude e comunicação. Boa parte do grupo teve a primeira experiência sobre o que é consciência corporal e do seu poder na comunicação.
Vivência com alongamentos e aquecimentos para início das atividades
O projeto "Plantando Teatro" tem o patrocinio da Aschoka e do banco Citibank .
Primeiras experiências de laboratório teatral e interpretativo