31/07/2009

Nada como ter histórias pra contar!

Uma coisa super chata, é quando as pessoas começam contar experiências doidas, como ciladas nas viagens e tals. Você fica com vontade de ter vivido algo parecido só pra poder contar uma história e fazer os seus amigos rir com você, até porque tem coisas que acontecem com a gente, que na hora é triste e apavorante, mas depois você cai na risada.
Eu tenho uma pra contar!

Todas as férias, ou sempre que tenho um dinheirinho, vou visitar minha melhor amiga no interior de São Paulo para matar a saudade.

Nessas férias de julho, que foram prolongadas, não foi diferente. Na sexta-feira passada eu fui pra lá.
Nada como sentir a presença de um amigo, né? Colocamos o papo em dia, matamos a saudade, batemos perna e tudo mais.

Minha viagem de volta estava marcada para terça-feira, às 10 da manhã. Minha amiga queria que eu ficasse mais tempo por lá, mais precisamente uma semana, mas não dava. Na terça, acordamos ás 8h40. Tecnicamente, em tempo de nos arrumar e irmos para a rodoviária da cidade.

No meio do caminho, na verdade, nem no meio do caminho estávamos, eu olhei no relógio e já faltavam 15 minutos para às 10h. Puts! Fiquei super nervosa e minha amiga, para ajudar, começou a dar uma risada bem debochada (eu dei um cascudo nela). Ela não iria me acompanhar até á rodoviária, pois ainda iria trabalhar (ela trabalha num salão de beleza) então, em frente à pensão que ela mora, nos despedimos com abraços e lágrimas (:P), . E continuei a caminhada, já muito nervosa, com a irmã dela.

Quando estou chegando na rodoviária, o que é que eu vejo? Aha! Claaaro! O busão saindo em direção a São Paulo!

Fui logo perguntar para um funcionário da rodoviária o que eu podia fazer. Eu perderia minha passagem, sem devolução de dinheiro. Eu estava sem dinheiro, então não teria como comprar outra passagem.

Pedi a um taxísta que estava por lá, que tentasse alcançar o ônibus comigo, e avisei que NÃO TINHA DINHEIRO!

Uau! Alcançamos o ônibus, e em meio a estrada, lá estava eu, pendurada na janela do carro pedindo que o ônibus parasse.

Quando o táxi está encostando, o motorista me diz: "Deu quinze reais!". Eu lembrei: "Mas senhor, eu disse que não tinha dinheiro!".

Eu dei os únicos 2 reais e algumas moedas a ele que me perguntou o que podia fazer com 2 reais. Eu só podia pedir desculpas e correr para o ônibus.

Minha poltrona, a 17, bem na janela, claro, estava ocupada. Tive que atravessar todo o ônibus, com as pessoas me olhando, em direção ao únicos lugar que restava lááááá no fundo!
Dormi até chegar na Rodoviária Tietê, onde meu príncipe me aguardava.
Queria meeeesmo pagar o taxísta, mas nem o nome dele lembrei de perguntar.
Detalhe: toda essa correria eu solucionei aos prantos! (Não sou nada chorona!)

Já que as férias foram prolongadas, se tiver afim, conte alguma enrrascada que já tenha se metido.

Ósculos e Amplexos!!


Eu e o motivo de eu sempre ir pro interior
(Karol Coelho)
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